Centro de documentação
e arquivo feminista
elina guimarães

Tertúlia sobre Mulheres Ciganas

No passado dia 24 de março, realizou-se a terceira tertúlia do ciclo “Múltiplas Discriminações”, parte do projeto “Memória e Feminismos”, cujo tema foi as Mulheres Ciganas. Contou com a participação de três ativistas ciganas: Alzinda Carmelo, da AMUCIP, Manuela Maia e Vitória Carmelo – ambas do Centro ROMI.

Debateram-se questões relativas às discriminações destas mulheres e o que significa hoje em dia ser uma mulher cigana em Portugal; as diferenças na perceção do racismo, discriminação e oportunidades nestas mulheres; o quão diferente é o tratamento recebido por estas e tudo aquilo que ainda está por conquistar.

As mulheres ciganas debatem-se atualmente com dois grandes problemas: a sociedade maioritária, que tarde em aceitá-las, e a sua própria comunidade. As raparigas ciganas, segundo a tradição, não devem estudar a partir do 4º ano, de modo a preparem-se para o casamento que deve ser cedo. Face a isto, algumas associações de mulheres ciganas lutam para devolver a capacidade do conhecimento a estas mulheres, através de ações de formação e incentivo à educação. Atualmente, existem mediadoras ciganas, que dentro da comunidade cigana vão quebrando barreiras na comunidade, com vista à instrução das mulheres.

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